31/12/2009

Free Bird

Hoje eu falaria sobre como festas de fim de ano são vagas de sentido e como as pessoas são fracas. Um documentário que assisti ontem também seria um assunto interessante, sobre comportamento de rebanho e religião. Enfim, temas dos quais prefiro me abster. Pelo menos por hoje. Raros momentos, esses. Aproveitá-lo-ei.

Em vez dessa baboseira toda, quero só que alguém, qualquer um, assista a essa masterpiece da música moderna. Uma das músicas com mais feeling que conheço. Muito romântica, é verdade, mas no bom sentido da palavra -se é que existe-.

Lynyrd Skynyrd - Free Bird

28/12/2009

Dream of Californication

Oi. Se é que tem alguém aí.
Nesse fim de ano, assim como nos últimos, tenho mais certeza que não sou desse mundo.
Nada do que vejo faz sentido, então prefiro me isolar, às vezes. Ok, quase sempre.
Passei o Natal e os dias que o cercaram trancafiado em meu quarto, confortavelmente entorpecido, por assim dizer, assistindo, entre outras coisas, a série americana "Californication".
O prognóstico era de outro enlatado americano. Tive a impressão de que seria simplesmente mais uma putaria enrustida. Não foi.
O que mais me cativou à assistir o seriado foi a curiosidade que tinha de ver como está David Duchovny, o eterno Fox Mulder de Arquivo X.
Quase uma década depois, ele não mudou muito fisicamente, muito menos no jeito de falar com a boca fechada, ha.
Ele é o personagem principal da série, Hank Moody, um escritor muito talentoso, mas que só conseguiu escrever um único livro de sucesso.
O cara tem em torno de 40 anos, come qualquer mulher que aparece no episódio, é alcoolatra, fumante e usa drogas com frequência. Essa imagem auto-destrutiva galanteadora
manjada pra caralho. Apesar do clichê, foi muito bem feita pelo criador da série, Tom Kapinos.
O pior é que me identifiquei com personagem. Não sou lá muito parecido com ele, não foi isso que quis dizer, mas me ajudou a decifrar algumas merdas sobre como agir nesse planeta (já mencionei que não sou daqui, certo?).
Não que cheirar cocaína na bunda de uma puta seja lá grande exemplo de vida, mas vejo que algumas coisas que eu já penso verificam, outras preciso mudar. Preciso valorizar menos as pessoas, afinal, essa é a minha única vida e não posso desperdiçá-la em detrimento de qualquer um que seja. Ser egoísta, no fim das contas, atrai muito mais gente do que ser altruísta. Enfiar o pinto em qualquer coisa que se mova (e concorde, lol), não é imoral nem desrespeitoso. Sexo com raiva é o melhor sexo. Fazer o que se gosta por um minuto vale mais do que oito horas de trabalho. Algumas coisas eu estou certo que interpreto além até mesmo do que os produtores imaginam que estão passando, haha. Acho que é meu senso crítico cretino-bizarro falando mais alto.
O problema é que, no outro extremo, Moody tenta a qualquer custo reatar seu relacionamento com Karen, com quem ele viveu por 10 anos e tem uma filha pré-adolescente. Acaba dando um ar romântico foda pra coisa toda, romântico sem ser viado. E isso acontece com todo mundo, mesmo com os mais desapegados. Eu não sou diferente. Isso me deixa puto da vida!
Você pode fazer o que quiser, mas no fim do dia sabe que é tudo por ela. É a ideia central, na minha visão.
Até agora assisti duas de três temporadas, vou assistir a última nos próximos dias. Li que é a melhor. Pela evolução até agora, acredito que será. Além da imagem idealizada de Hank Moody, também espero que a trilha sonora e as referências musicais continuem, são do caralho.
No fim, sei que é tudo por alguém. Mas até dar certo, o que resta é o dream of californication.

25/05/2009

O Martírio do Flagelo

Estava lendo uma reportagem sobre uma banda americana chamanda Slipknot, os caras fazem um som pesado, usam máscaras e tal... Nada de extraordinário.
Pois bem. A matéria dava a chance de um dos integrantes defender a banda, que é constantemente acusada por pais de fãs de serem responsáveis pela violência dos seus filhos. Parece que alguns jovens se autoflagelam, escrevem o nome da banda com lâmina de barbear no braço, esse tipo de coisa. Não é de hoje que jovens depressivos, oprimidos e reprimidos fazem esse tipo de coisa. Desde a antiguidade, a repressão à juventude acarreta esse tipo de idiotice. Eu ainda sou muito novo pra entender o que leva pais, que outrora eram os oprimidos, a tornarem-se parte desse cíclo vicioso. Já passou da hora deles - os pais - se tocarem que não é culpa do rock, da maconha ou do demo. E o pior: estão sempre dando murro em ponta de faca!
Não adianta proibir de ver tevê, de ir ao show, obrigar a estudar. Rebeldia é quase sinônimo de juventude. Se o cara gostar de música pesada, se quiser beber, fumar, não estudar, é fatal: não tem determinação paterna, lei ou intervenção divina que o impedirá.
O fato é que o que cabe aos pais é apenas mostrar o que é certo e errado, dar exemplo e contar com a sorte.